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Como Está O Mercado De Contabilidade Para Mulheres?

Como está o mercado de contabilidade para mulheres?

Há contadoras que têm o desejo de serem donas de sua própria empresa de contabilidade. Outras, gostariam de galgar maiores postos dentro do trabalho. E ainda tem casos de mulheres que têm receios quanto à profissão, como se posicionar de modo diferenciado. E são inúmeros desafios pela frente, como questões de igualdade salarial e de terem cada vez mais voz. Mas, afinal, como está o mercado de contabilidade para mulheres? 

Mulheres correspondem a metade dos 318 mil profissionais de contabilidade, de acordo com dados do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Elas já chegaram à liderança de grandes empresas do setor e já presidiram entidades da classe. Estão cada vez mais envolvidas na gestão e estratégia das organizações contábeis. E é nesta fase de transformações que se tem falado mais sobre o empoderamento e encorajamento da mulher na contabilidade. 

Mas, infelizmente, ainda existem mulheres que têm medo de expor suas opiniões no ambiente de trabalho. Há chefes e até mesmo pares de trabalho que têm o hábito de interromper a fala de mulheres. Esse hábito repressor da parte dos homens ganhou um nome, o “manterrupting”. É a junção das palavras “man” (homem) e “interrupting” (interrupção). 

Pesquisa da consultoria Catalyst mostrou que 45% das líderes mulheres dizem ter dificuldades em falar em encontros virtuais. São profissionais de vários segmentos. E em torno de 20% das entrevistadas afirmaram que se sentem ignoradas ou negligenciadas por colegas durante as chamadas em vídeo. 

O pano de fundo por trás desse medo é o machismo. E ter voz no ambiente de trabalho é o que tem feito essas contadoras crescerem cada vez mais e se multiplicarem nos palcos de eventos da categoria, por serem cases de sucesso.

Desenvolvimento de habilidades comportamentais e foco em nichos

Por muito tempo o foco da contabilidade estava no processo e nas obrigações. E muitas profissionais se empenharam em reciclar o conhecimento na parte técnica da contabilidade. Porém, notaram também que teriam de desenvolver novas habilidades.

Além da busca pela segmentação, ou seja, selecionarem quais os tipos de empresas vão atender em seu negócio, contadoras estão focadas em habilidades ligadas à parte comportamental.

O foco é conseguir fazer gestão do tempo, ter rotina produtiva na empresa de contabilidade, autoconhecimento, desenvolvimento emocional e trabalhar melhor sua comunicação – as chamadas soft skills. 

Então, essa postura de atender a determinados nichos e desenvolver habilidades comportamentais tem sido responsável por uma outra geração de contadoras: aquelas profissionais da contabilidade que trazem sucesso para a empresa através de boas práticas e ferramentas e contribuem para a tomada de decisão.

Outro ponto a ser trabalhado é vencer a insegurança no discurso ao cliente. E esse deve ser trabalhado com constância. No geral, a faculdade não ensina contadores a vender e defender seus interesses. Da mesma forma, o mercado também não e a aprendizagem de maneira empírica pode levar tempo.

Os clientes gostam de se sentir assessorados, saber que têm alguém por eles. E as profissionais de contabilidade que, mesmo dominando o assunto, acabavam se sentindo travadas no momento de expor ao cliente, começaram a ver a importância de entender de vendas e negociação. 

Entender como persuadir o cliente, com técnicas de negociação, conseguindo provar o seu valor, muda a dinâmica de conquista de clientes e fidelização. Ter um apoio feminino na gestão do negócio vem carregado de dedicação, clareza e facilidade de interação: “O que as pessoas vão achar de mim?”

Cada vez mais confiantes e seguras de sua competência, as contadoras vão deixando para trás o medo de serem julgadas. Aquela velha pergunta “O que as pessoas vão achar de mim?” dá lugar a trocas ricas de informações. 

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O medo de falar em público tem uma ligação com falhar na frente das pessoas. Tem muitas mulheres que abrem mão de discursar pelo medo de errar e também de não terem respostas para questões tanto da contabilidade, quanto de outras temáticas interligadas. 

Tudo o que é novidade pode espantar. Porém, num caso de não saber o dizer não é o fim e nem vai acabar com a credibilidade profissional. Uma resposta como: “Não consigo te responder de imediato, mas vou pesquisar e te darei uma resposta completa”. E realmente buscar dar esse retorno já são suficientes. É preciso ter a voz de mais mulheres em congressos, reuniões e outros eventos de discussão de contabilidade.

E para quem quer empreender?

Desconhecer de rotinas contábeis muitas vezes é o grande pesadelo de homens e mulheres que têm vontade de ter o próprio negócio. Nestes casos, a solução é transitar entre os setores. Conhecer da parte fiscal, contábil, departamento pessoal e trabalhista da empresa de contabilidade na qual fez carreira. 

Essa bagagem é que vai fortalecer o negócio. E é necessário ter controle de processos. Só vai ser capaz de gerenciar um negócio quem souber gerenciar a si mesmo. Grandes empresários são aqueles que conseguem liderar, comunicar, desenvolver pessoas. Os que não conseguem fazer isso não crescem. Mudanças de fora e de dentro: cultura empresarial.

Se tem uma questão muito comum entre mulheres já no momento do recrutamento, é: “Você pretende ter filhos?” Ou: “Você trabalhando  na empresa, com quem vai ficar seu filho?”. As empresas ainda têm a cultura de colocar em questão maternidade versus carreira. Na contabilidade não é diferente.

Várias mulheres já comprovaram que existem formas de se ter uma carreira e cuidar dos filhos sem que nenhuma fique prejudicada. Logo, são necessárias quebra de paradigmas e mudanças culturais nas empresas. Além disso, dentro de casa, a divisão de tarefas deve acontecer para que o casal tenha possibilidades de crescer na carreira de modo a ter equilíbrio.

O que rege no mercado, no geral, é diferenciação. Na contabilidade, tem gente se reinventando para aproveitar os benefícios da tecnologia e levar os clientes ao sucesso. O cliente recebe auxílio na parte financeira, com consultoria e terceirização do setor, com consultoria estratégica, com ajuda em planejamento. Muitas ingressam para esse lado consultivo da contabilidade.

E a representatividade da mulher vai ficando cada vez mais sonora conforme mais casos de sucesso vão acontecendo. Uma encoraja a outra.

Os homens precisam continuar evoluindo sua mentalidade e comportamento, tratando as mulheres no ambiente contábil com igualdade e respeito. Todos têm a ganhar: homens e mulheres, contadores(as) e clientes.

Aline Portela foi convidada no canal Contabilidade Consultiva para bater papo sobre Protagonismo Feminino na Contabilidade. Consultora e empreendedora, Aline acredita que mulheres se fortalecem mais juntas e que é preciso identificar o que limita hoje uma mulher para poder evoluir o quanto antes.

“Do que você tem medo? Qual área não domina, mas deseja melhorar? Tanta informação e conhecimento está gerando muito ruído. Deixando mulheres inseguras, se comparando muito. Oportunidades surgem a todo momento. Chegam para quem está disposto a aproveitar. O que está buscando? Esperar momento ideal, talvez nunca chegue”.

Assista à entrevista completa no vídeo abaixo:

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